ALAIDE, UM CORAÇÃO POETA...
SENTIMENTOS e VERSOS = POESIA
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Textos

I
O meu nome é Alaíde
Sobrenome? Souza Costa
Vim aqui para escrever
Só vai ler quem de mim, gosta
Sou goiana - sergipana
Quem será que em mim, aposta?
II
Eu sou fruto de mulher
Guerreira e muito honesta
Ela criou os seus filhos
Para ser gente que presta
Nos educou com firmeza
Mesmo com vida modesta.
III
Minha maior referência
Vem da mamãe, vou falar
Ela me ensinou a ler
A escrever, também contar
E mostrou-me que a leitura
Nos faz sorrir e chorar.
IV
Pois bem, eu segui em frente
E sempre com retidão
Também fui uma boa aluna
Estudei com atenção
Hoje eu sou uma Professora
Que ensina com a paixão.
V
Ao meu papai, eu agradeço
Essa minha formação
Ele nos deu muitos livros
Lemos bastante  e então
Nos tornamos bons leitores
E escritores da nação.
VI
Desses livros que ganhei
Tinha um, meu preferido
O livreto de cordel
Esse foi bastante lido
Relido e bem declamado
Eita que texto querido!
VII
Antes de ser professora
Já escrevia bastante
Mas a ninguém eu mostrava
Os escondia a todo instante
Dizia eu para mim mesma
- Eu não acho interessante.
VIII
Na época de adolescente
Catorze anos, bem novinha
Escrevia sobre tudo
Sobre paquera e farrinha
Sobre amigos e inimigos
E também sobre farinha.
IX
Reuníamos amigos
Para brincar e pular
Também fazíamos versos
Já sabíamos rimar
Era tão grande a disputa
Nós ríamos sem parar.
X
Para nós, as rimas eram
Um tipo de brincadeira
Criávamos belas quadras
Mas também, boa besteira
Os versos surgiam rápidos
Poemas bons, sem canseira.
XI
Versei com muito carinho
Sobre uma fraternidade
Escrevi sobre um amor
E também sobre a saudade
Fiz poemas criticando
A quem pratica maldade.
XII
Não dou valor a quem vive
Praticando a tal maldade
Age que nem um bandido
E vil na oportunidade
De querer trapacear
Nunca diz uma verdade.
XIII
Hei!Não me chame de arcaica
Sou muito contra o imoral
Eu gosto do que é direito
E do que não faça mal
Com respeito e com amor
Vamos bem longe, afinal.
XIV
Na vida segui em frente
Escrevendo meus poemas
Guardando-os no baú
Eis aí o meu dilema
Não os quis compartilhar
Isso pra mim foi problema.
XV
Só consegui esse feito
Quando já lecionava
Eu lia versos pro aluno
Ele, então, os declamava
Eita que aula diferente!
Eles liam. Eu adorava.
XVI
Venci, bastante, a barreira
Desse meu medo de expor
Sentimentos em poemas
Compartilhei com fervor
Com meus alunos e amigos
Vários versos, com amor.
XVII
Eu nasci pra ser poeta
Disso bem tenho certeza
Eu Cresci lendo e rimando
É a minha natureza
Gosto mesmo de rimar
Criar textos com destreza.
XVIII
Por ser uma Mulher crítica
Denunciar no poema
Os tipos de preconceitos
Mal social e dilema
Vividos pelos sofridos
Para mim não é problema.
XIX
Por um grupo de poetas
Eu fui convidada, um dia
A publicar os meus textos
E recitar poesia
Em saraus e nos eventos
Me desfiz em agonia.
XX
Sou,ainda,muito tímida
Falar em público? Tremo
Mesmo sendo professora
Estou num barco sem remo?
E minha voz não ajuda
Os nervos vão ao extremo.
XXI
Mesmo ficando nervosa
Passei a participar
Aceitei o desafio
Comecei a recitar
Em saraus, os literários
Tive que me acostumar.
XXII
Foi em um desses saraus
Que conheci Izabel
Poeta que me encanta
Eis aí, a Menestrel
Cordelista de primeira
A Rainha do Cordel.
XXIII
Eu, nesse tempo, já era
Poeta profissional
Postei textos pelo mundo
Que coisa sensacional
Com o meu livro editado
Escritora? Que legal!
XXIV
De Cordel eu já gostava
Isso, aqui, eu já contei
Mas ao conhecer a Bel
Foi que mais me encantei
Por essa Literatura
Quero é aprender, pensei.
XXV
O destino me levou
A conhecer um poeta
Tito Souza Cordelista
No Cordel é um atleta
Um amigo de valor
E de índole correta.
XXVI
O Tito me apresentou
À Izabel e a Dona Ana
Em seguida, ao Senhor Pedro
Que gente boa e bacana!
A família do Cordel
Poetas que tem a fama.
XXVII
Essa família mostrou
Como criar um Cordel
Me senti maravilhada
Num mundo de menestrel
Oração, métrica e rima
Coloquei no meu papel.
XXVIII
Rápido como um deles
Eu não consigo rimar
Sou lenta por natureza
Mas aceitei versejar
Participar desse grupo
E sempre cordelizar.
XXIX
Eu quis aprender Cordel
Porque ele é a memória
Mostra que temos valor
Conta toda nossa história
Preserva nossa Cultura
O que faz a nossa glória.
XXX
Nas trilhas do Cordel, sigo
Cordelista, sim Senhor!
Sendo uma membro efetiva
Desta *ASC, com muito amor
Quero divulgá-lo,sim
Que Cultura de valor!
XXXI
Eu vou, nessa Academia
Aprender para ensinar
Deus que me deu essa missão
Nosso Cordel divulgar
Enquanto estiver na Terra
Vou sempre valorizar.
XXXII
Vamos estudar Cordel
Ele é a Literatura
Rica, com os caracteres
Também tem sua estrutura
Representa nosso povo
E valoriza a Cultura.
ALAÍDE SOUZA COSTA
Enviado por ALAÍDE SOUZA COSTA em 30/03/2018
Alterado em 25/11/2020
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